Consequências da ocupação urbana desordenada

Enviada em 02/06/2021

“A sarjeta é um lar não muito confortável, o cheiro é ruim, insuportável”. O trecho da música “Beco sem Saída”, dos Racionais Mcs, retrata uma das realidades da classe pobre brasileira, que é constantemente marginalizada pela população. Tal ação é a maior e mais alarmente consequência da ocupação urbana desordenada, problema contemporâneo que vem crescendo em grande escala.

Assim, é de suma importância citar que a industrialização brasileira, por ter sido tardia, se estabeleceu  de forma rápida e massiva no país em torno do século XX, duzentos anos depois do continente Europeu. Nesse contexto, o aumento dos trabalhadores residentes nas cidades cresceu de 58% em 1970 para 80% nos anos 2000, em concordância com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

Em contrapartida, estimou-se em Dezembro de 2019 que 13,2% dos municípios nacionais sejam favelas, como afirma o site O Globo, resultado direto do grande êxodo rural intenso em pouco mais de trinta anos, assim como na contrução de Brasília em 1957.

Contudo, para que as consequências de uma urbanização anárquica sejam controladas, a Secretaria Nacional de Habitação, juntamente com o Governo Federal, deverão ser acionados para monitorar (com funcionários voluntários, por exemplo) a questão da moradia dos cidadãos da periferia, já que é uma das maiores sequelas da situação em nosso país. Desse modo, as “vítimas de uma ingrata herança” ditas por Mano Brown poderão ser retiradas de suas condições deficientes e submetidas à oportunidades melhores.