Consequências da ocupação urbana desordenada

Enviada em 02/06/2021

Muito além da conurbação urbana, a vida que se perde no território.

A ocupação urbana no Brasil num sentido de fluxo de pessoas num tempo e espaço, se pode referir a este fenômeno o nome de “Urbanização”, em que há uma maior taxa de crescimento no meio urbano em relação ao meio rural. Este fenômeno é relativamente crescente por decorrer de uma industrialização tardia. Desde então, foram diversos fluxos migratórios dentro do país e hoje de tem, até mesmo, dentro dos próprios estados. O que ocorre é que a situação urbana não teve uma devida importância dentro da faceta brasileira nos grandes centros, o que resultou, dentre muitos problemas, a conurbação- crescimento de moradias intermunicipais- e o processo de favelização, que antigo, também se encontra em muitos lugares irregulares. As consequências da ocupação urbana desordenada se volta contra ela mesma quando a população tem sua vida colocada em risco.

A primórdio, temos uma exemplificação da ocupação desordenada nas cidades na cidade de Salvador. Em 2018, se o conhecimento dos deslizamentos de terra nas casas que ficam no morro. São registrados até 4 mortes numa mesma família, segundo o portal G1. Entretanto, é importante salientar que a construção de moradia desordenada e falta de infraestrutura são algumas das causas dos deslizamentos, pois a região que essas casas residem não é propícia para a construção civil, e esta, é resultado do grande fluxo para a cidade desde o século XVIII.

Ademais, segundo trechos do capítulo 4 do livro do sociólogo Sérgio Buarque de Holanda que diz “Na Bahia, o maior centro urbano da colônia, um viajante do princípio dos 1700 espantou-se ao ver que as casas “se achavam dispostas segundo o capricho dos moradores”. E continua: “tudo ali era irregular, de modo que a praça principal, onde se erguia o Palácio dos Vice-Reis, parecia estar só por acaso no seu lugar” Ou seja, o problema piamente perdura e o que mais chama a atenção é o total descaso com o planejamento e estruturação socioespacial urbana na contemporaneidade.  Enquanto isso, a vida em seu sentido físico, se perde e a vida da própia cidade, como um todo, também. Pois as relações nas ciades e intermunicipais são as que protagonizam a nação e seus subprodutos, como a produção -num sentido econômico- quanto número populacional e vidas únicas.

Em vista do foi apresentado, os governos estaduais dos 26 estados e o do Distrito Federal devem criar um Congresso de infraestrutura e zoneamento urbano, com periodicidade anual, para que se possa trilhar um caminho de resolução dos problemas vigentes e precaução com os que devem surgir. Tudo isso com o auxílio do Geoprocessamento e o mapeamento de regiões de cada uma das cidades, para, além de conhecer suas particularidades, alavancar projetos específicos para cada uma.