Consequências da ocupação urbana desordenada
Enviada em 02/06/2021
A partir do século XX, a mecanização da agricultura e a revolução industrial resultaram em uma urbanização acelerada, que passou a fazer parte de diversos países pelo mundo, o que acabou gerando uma superlotação dos centros urbanos, que foi ignorada por boa parte dos governantes, principalmente no Brasil, o que resultou em efeitos que, lamentavelmente influenciam até os dias atuais, o que demanda de forma urgente medidas efetivas para tal problema.
De início, é válido citar um caso de urbanização desordenada ocorrido no Brasil, que foi a intensa migração nordestina para o sudeste no século XX. Essa migração foi resultado da ‘‘bolha’’ de oportunidades que crescia no sudeste naquele período, ou seja, era amplamente difundido que principalmente São Paulo teria oportunidades de trabalho abundantes e ofereceria uma qualidade de vida melhor a todos os migrantes principalmente pela industrialização. Além disso, a migração se intensificou ainda mais com as constantes secas que assolavam a região nordestina. Em meio a essas situações, muitos migrantes acabaram indo para São Paulo em caminhões ‘‘pau-de-arara’’, porém, a realidade de quando começaram a se estabelecer foi de que boa parte dos migrantes foram marginalizados em favelas e pouquissimos arranjaram trabalho fixo no curto prazo imaginado.
No restante do mundo, a urbanização se deu principalmente pela industrialização, onde a população rural, já enfraquecida pelos latifundiários, viu uma oportunidade de ascender socialmente, o que assim como no Brasil, não aconteceu com a maioria, que acabou se concentrando até os dias atuais em periferias, como por exemplo na cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos.
Por fim, a desordem na urbanização urge de soluções eficientes, onde cabe aos governos municipais, estaduais e federais, através de programas sociais, dar acesso as vitimas desse processo a uma moradia digna e a educação superior, a fim de inserir essa população no mercado de trabalho.