Consequências da ocupação urbana desordenada

Enviada em 25/06/2021

O começo da primeira revolução industrial trouxe consigo o aumento da urbanização, e desde então muitas cidades não estão preparadas para tamanho crescimento populacional. Infelizmente, isto vem sendo exercido nos dias atuais, o resultado de tudo isso é o crescimento urbano desordenado que vem trazendo consigo enumeras consequências como: proliferação das favelas, desemprego, marginalidade e a carência de infraestrutura básica.

Sob uma primeira análise, é preciso citar algumas das causas do crescimento desordenado das cidades, uma delas é o fato das pessoas acharem que terão mais oportunidades e uma vida melhor nas cidades grandes. Entretanto, os grandes centros estão abarrotados e por conta disso estes imigrantes acabam indo morar nas periferias das cidades. Outrossim, a falta de uma estrutura familiar acaba gerando um grande crescimento populacional, principalmente nas classes mais baixas, porque esses, muitas vezes, têm menos acesso à educação e ao básico de maneiras de prevenção.

Em segundo lugar, é valido enfatizar os resultados do alargamento territorial no ambiente e na saúde dos indivíduos. A ocupação desordenada acaba gerando um processo de degradação do meio ambiente. A construção de casas em áreas periféricas, como em encostas, e em margens de rodovias acaba colocando em risco toda a sociedade, uma vez que possibilitando graves problemas urbanos ambientais e prejudica o bem-estar do povo, sendo esses contratempos: enchentes, poluição do ar, lixos urbanos, entre outros. Um outro fator alarmante é a causa dos trânsitos das cidades que são caóticos e os transportes públicos estão sempre lotados. Por conseguinte, entende-se que a distribuição de moradias no Brasil é inteiramente antidemocrática e por isso passa por um grande estágio de catástrofe pública. Fica notório que a esfera pública vem se mostrando um tanto quanto falha na aplicação da constituição que vigora o país.

Dado o exposto, é inteligível que para que haja melhorias é preciso que o governo invista na construção de habitações populares e educacionais, para retirar as pessoas dos locais precários e de riscos, cabe ao estado, ainda, designar programas de urbanização nas áreas distantes do centro desapropriando terras e propriedades ociosas para a construção de moradias dignas, uma vez que tal iniciativa também faça parte da política social contra a pobreza. Ademais, é dever da sociedade se manifestar em prol de seus direitos básicos, com o propósito de destruir padrões excludentes e preconceituosos. Só assim, haverá de fato a democratização do acesso à moradia no Brasil.