Consequências da ocupação urbana desordenada
Enviada em 05/11/2022
A partir do século XIX, com a chegada da família real portuguesa no atual território brasileiro, iniciou-se o processo de urbanização no Brasil. Entretanto, apesar dos benefícios advindos desse desenvolvimento, a falta de organização governamental compromete a qualidade de vida da sociedade, uma vez que a ocupação urbana ocorre de maneira desordenada e precária para milhares de brasileiros. Com base nesse viés, é importante discutir as consequências dessa problemática, como a ampliação das desigualdades e a crise na mobilidade urbana.
Em primeiro lugar, é fundamental analisar a intensificação da segregação social adquirida a partir da ocupação urbana desordenada. Nessa perspectiva, o livro “Quarto de Despejo”, da escritora Carolina de Jesus, revela o dia a dia da população que foi despejada para que fosse possível iniciar a urbanização no Rio de Janeiro. Dessa forma, ao sair da literatura, a realidade é, infelizmente, semelhante, pois políticas públicas assistencialistas que promovem moradias dignas para a população não são elaboradas pelas autoridades brasileiras, que não tratam com vigor a qualidade de vida da sociedade.
Além disso, vale ressaltar o problema com a mobilidade urbana decorrente da desordenada ocupação social. Nesse sentido, o direito de Ir e Vir é constitucional e deve ser assegurado à todos os brasileiros, como escrito na Constituição de 1988. No entanto, devido à falta de planejamento na infraestrutura do país e a ocupação desordenada, a mobilidade urbana está em crise, como revela a pesquisa do IBGE. Dessa maneira, milhares de brasileiros têm seus direitos civis violados, como moradia digna e mobilidade de qualidade, por causa da negligência governamental em lidar com os problemas das minorias.
Portanto, medidas públicas são necessárias. Assim, é dever do Estado, em parceria com os engenheiros, arquitetos e o Ministério da Infraestrutura, a elaboração de um projeto nacional, por meio da criação de um plano que amplie e melhore a estrutura do país, com moradias dignas e estradas amplas que assegurem a mobilidade urbana. Espera-se, a partir disso, a melhoria na qualidade de vida da sociedade, visto que a ocupação urbana será, finalmente, ordenada.