Consequências da ocupação urbana desordenada
Enviada em 14/04/2023
A obra “O cortiço”, do naturalista Aluísio de Azevedo, retrata as péssimas condições vivenciadas pelos moradores de São Romão, uma vez que é denunciada a acelerada urbanização do Rio de Janeiro. Assim como no romance, esse cenário está se tornando comum na sociedade, visto que muitos brasileiros vivem em zona de risco pela ausência de moradias adequadas. Nesse âmbito, o livro entra em sintonia com a nefasta perpetuação das consequências da ocupação urbana desordenada, já que estão ligadas ao legado histórico e à falta de investimento.
Primordialmente, vale ressaltar que o legado histórico de um país é de extrema importância para determinar como será a estrutura dele. Entretanto, apesar da excelência em ter uma pátria estruturada, fica claro que o Brasil cresceu suas cidades de forma desordenada e sem planejamento estrutural, dado que grande parcela da população reside em zonas de deslizamento ou em comunidades precárias com perigo de contrair doenças. Tais fatos foram evidenciados pela arquiteta Ermínia Maricato, em que as características das nossas cidades têm a ver com raízes históricas, dessa forma, sendo mais difícil de combater as consequências da urbanização desordenada no Brasil.
Além disso, salienta-se que a falta de investimento está interferindo continuadamente nas consequências da ocupação urbana desordenada. Desse modo, pode-se afirmar que prova dessa ausência de contribuições financeiras para a melhoria das condições de vida da população é o precário saneamento básico presente nas comunidades, originando graves doenças em seus residentes. Nesse viés, é inadmissível que um governo de um país como o Brasil, que ocupa hodiernamente a 13ª economia mundial, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, não invista adequadamente na melhoria do saneamento, buscando evitar a disseminação de doenças.
Infere-se, portanto, que são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Dessa forma, cabe ao governo promover ações de combate ao precário escoamento brasileiro, por meio de campanhas mensais que limpem o esgoto das comunidades brasileiras, objetivando ampliar os investimentos na melhoria do país e na diminuição das consequências da urbanização desordenada.