Consequências da ocupação urbana desordenada
Enviada em 08/08/2023
A pintura “Retirantes”, de Cândido Portinari, retrata a vulnerabilidade de indiví-duos nordestinos que buscam melhores condições de vida em outras regiões. Nessa perspectiva, a ocupação urbana desordenada nas cidades brasileiras é uma realidade atual. Assim, é imprescindível analisar os prejuízos advindos da superlotação populacional no meio social e o aumento da degradação ambiental como consequência do alto número de residentes no meio urbano.
Diante desse cenário, a busca por emprego e ascensão social corrobora o au-mento populacional em regiões desenvolvidas no Brasil. Nesse viés, a obra “Quarto de Despejo”, de Carolina Maria de Jesus, evidencia a realidade favelas nas brasileiras e afirma o descaso governamental ao comparar o centro desenvolvido com a “sala de visitas e as favelas com o “quarto de despejo”. Dessa forma, a alta procura por melhores condições de vida no meio urbano contribuíram no aumento de aglomerados subnormais, na baixa qualidade de vida e no surgimento de problemas mentais, como depressão e ansiedade. Tal fato pode ser comprovado pelo dado do IBGE, o qual comprova a existência de 16 milhões de pessoas morando em subúrbios no país.
Ademais, o surgimento da Revolução Industrial, no século XVIII, consolidou o aumento do contingente populacional nas áreas urbanas e, consequentemente, da degradação ambiental em toda esfera global. Com base nesse contexto, segundo a filósofa Hannah Arendt, a sociedade está inserida na “Banalidade do Mal”, a qual consiste na naturalização de atos considerados errôneos no ponto de vista social, ético e ambiental. Dessa forma, a industrialização desenfreada, com a explosão demográfica nas cidades e a normalização da destruição ambiental contribuíram, infelizmente, no crescimento do efeito estufa, do desmatamento, da poluição atmosférica e das águas na contemporaneidade.
Portanto, medidas são necessárias. Cabe ao Ministério da Integração e Desen-volvimento Regional criar reformas urbanas visando a melhoria da qualidade de vida da população, por meio da criação de residenciais ambientais, as quais promovam a diminuição de poluição nas indústrias e nos centros urbanos. Tudo isso a fim de garantir uma ocupação urbana equilibrada e sustentável