Consequências da ocupação urbana desordenada

Enviada em 18/09/2024

Na obra “Utopia” é retratada uma sociedade perfeita na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Fora da narrativa, fica claro que tal conjuntura não faz parte da realidade brasileira atual, haja vista que as consequências da ocupação urbana desordenada são cada dia mais presentes na sociedade e dialogam com práticas segregacionistas. Com isso, emerge um problema sério, em virtude da falta de infraestrutura e da desigualdade social.

Sob esse viés, é válido destacar que a falha infraestrutura contribui para a temática. A partir desse raciocínio, de acordo com a obra “O cortiço”, de Aluízio de Azevedo, é mostrado os problemas urbanos e a segregação nas cidades ocasionada pela gentrificação. Todavia, em consonância com essas falhas na infraestrutura, o tópico se acentua ainda mais na sociedade e fragiliza o corpo social, dado que a ocupção desordenada corrobora para o imbróglio das cidades e impede o governo de construir um Estado de bem-estar social que garanta o direito à cidade como um compromisso ético e político para gerar uma vida com plena cidadania. Assim, essa falta de empatia precisa ser desmotivada.

Ademais, outro agravante é a desigualdade social. Dessa maneira, fundamenta-se a obra “Vidas Secas”, do escritor Grciliano Ramos, em que é narrada a vida de invíduos marginalizados que não possuem acesso aos direitos mais básicos. Nessa perspectiva, tal constatação é nítida ao que tange a ocupação urbana desordenada, visto que observa-se um distanciamento entre os diferentes estratos sociais no acesso a espaços urbanos, o que resulta em ambientes segregados, onde populações são afastadas de centros urbanos e relegadas à áreas degradadas. Logo, é inadmissível que esse panorama continue a perdurar.

Portanto, é indispensável intervir sobre esse cenário. Para isso, o governo federal, responsável pela harmonia social, deve promover ações concretas e efetivas para ampliar os direitos da ocupação urbana de forma igualitária, por meio de investimentos para a melhoria da infraestrutura das cidades e de políticas sociais que promovam a criação de ambientes acessíveis a toda população, visando à construção de uma comunidade com cidadania e interação social. Para, somente assim, proporcionar uma realidade similar com que a foi exposta na obra ‘Utopia".