Consequências das chuvas fortes no Brasil: enchentes, inundações, alagamentos e deslizamentos
Enviada em 18/06/2026
De acordo com Zygmunt Bauman, em “Modernidade Líquida”, a sociedade tende ao individualismo e à falta de planejamento a longo prazo. De forma análoga ao pensamento do sociólogo, destaca-se a atitude das autoridades brasileiras frente aos desafios ao combate das consequências das fortes chuvas no país, ao passo que tratam como tragédias imprevisíveis, entraves crônicos. Nesse contexto, a falta de fiscalização e programação, juntamente com a desigualdade socioespacial, intensificam a questão no país.
Sob essa perspectiva, com as mudanças climáticas globais, fenômenos antes pontuais, tornam-se frequentes e trazem com si fortes chuvas, as quais geram graves alagamentos, inundações e deslizamentos. Nesse ínterim, no ano de 2024, o Brasil foi atingido pelo El Niño - fenômeno anual que aquece as águas do oceano Pacífico e gera alto índice de pluviosidade -, o que causou enchentes severas no Rio Grande do Sul, com mais de seiscentos mil desabrigados e cerca de duzentas mortes. Casos como esse evidenciam as consequências sofridas pela população com a falta de planejamento governamental frente aos temporais previsíveis e já esperados.
Nesse contexto, indivíduos em vulnerabilidade financeira são os principais afetados pela negligência das autoridades, ao passo que, por possuírem renda insuficiente, são privados de melhores infraestruturas e acometidos pela desigualdade socioespacial. Nesse sentido, a cinematografia “Parasita”, mesmo que internacional, expressa a realidade brasileira ao mostrar membros da elite seguros em suas residências observando a inundação de bairros periféricos. Dessa forma, a população pobre é a principal atingida pelos efeitos dos dilúvios.
Portanto, é notório que o os desafios ao combate das consequências das fortes chuvas no Brasil são resultados da falta de planejamento governamental e da desigualdade socioespacial. Diante disso, as Prefeituras Municipais, órgãos responsáveis pela garantia da realização de serviços públicos essenciais nos municípios, devem fiscalizar as áreas de risco, planejar o uso do solo e reabrigar os moradores desses locais por meio de programas habitacionais, a fim de diminuir a desigualdade socioespacial e garantir segurança aos afetados.