Consequências das chuvas fortes no Brasil: enchentes, inundações, alagamentos e deslizamentos
Enviada em 14/10/2024
A constituição federal de 1988 assegura a isonomia, princípio fundamental que garante que todos são iguais perante a lei. No entanto, ao observar as crescentes chuvas fortes no Brasil, que provocam alagamentos, deslizamentos e enchentes, nota-se que essa igualdade é ilusória. Essas calamidades naturais afetam, de forma desproporcional, as camadas mais vulneráveis da população, evidenciando a negligência do estado brasileiro diante da questão. A ausência de campanhas públicas eficazes para amparar essas famílias expõe a fragilidade do setor social e a necessidade de abordar os aspectos socioeconômicos que permeiam essa problemática.
Diante desse cenário, destaca-se a banalização coletiva das consequências das chuvas fortes, especialmente porque a maior parte dos atingidos são pessoas de periferia, que não recebem a devida prioridade do governo. No poema “O apanhador de desperdícios”, de Manoel de Barros ressalta a importância de valorizar o que muitas vezes é considerado desimportante. No entanto, no Brasil, a falta de atenção do estado em relação a esse problema crescente tornou-se algo banal. Muitas dessas pessoas se arriscam a morar em áreas mais perigosas por não terem outras opções, e, ao mesmo tempo, não recebem amparo financeiro das autoridades. Essa situação resulta na invisibilidade da adversidade enfrentadas por esses grupos.
Além disso, a influência do contexto político é fundamental para entender o impasse enfrentado pelas populações vulneráveis. Sob essa linha de pensamento, Aristóteles sustentou que a eudaimonia, ou seja, uma vida plena e digna, está subordinada à ética dos governantes diante dos problemas da sociedade. Nessa lógica, a destruição das moradias e o risco de vida enfrentados por essas pessoas não atendem ao que Aristóteles defende, pois o Estado, ao ignorar as evidências do problema, contribui para o seu crescimento e perpetuação.
Portanto, é indispensável que o poder público assuma sua responsabilidade ética, adotando políticas preventivas e emergenciais para evitar esses desastres. Apenas com governantes comprometidos será possível garantir condições dignas de vida à esses grupos mais vulneráveis, evitando que as tragédias se perpetuem.