Consequências das chuvas fortes no Brasil: enchentes, inundações, alagamentos e deslizamentos

Enviada em 17/10/2024

Na mitologia grega, Cassandra, é uma sacerdotisa com o dom de ver o futuro, mas vítima de uma maldição que faz com que ninguém acredite em suas profecias. Na contemporaneidade, muitos ambientalistas têm alertado a sociedade sobre os riscos das chuvas fortes no Brasil. No entanto, como Cassandras modernas, seus avisos ignorados e, como consequência, ocorrem: inchentes, inundações e deslizamentos. Dessa forma, convém analisar a negligência governamental e a falta de conscientização social como pilares fundamentais da problemática.

A princípio, é fulcral pontuar que a indiligência do Estado potencializa o problema. Esse conceito de inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das Instituições Zumbis, de Zygmunt Bauman, que as descreve como presentes na sociedade, todavia, sem cumprirem sua função social com eficácia. Sob essa ótica, devido a baixa atuação das autoridades, as cidades não possuem entrutura para receberem o alto nível de água gerado pelas fortes chuvas. Assim, a falta de investimento do governo para adequar as cidades às mudanças climáticas do país faz com que os desastres continuem ocorrendo.

Outrossim, vale, ainda, salientar que a falta de conscientização social impulsiona o problema. Consoante ao sociólogo Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, de generalidade e de coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento é possível perceber que, no Brasil, a população não dá credibilidade aos avisos sobre os riscos de desastres naturais, pois está presa na sua própria opinião sobre o assunto. Desse modo, as pessoas continuam construindo em área de risco e eliminando a vegetação. Assim, as ações antrópicas quando somadas às fortes chuvas causam diversas tragédias, como por exemplo, os deslizamentos.

Portanto, intervenções são necessárias. Logo, o governo, resposável pelo bem estar social, deve estruturar as cidades, por meio de verbas direcionadas ao governo Federal para que obras sejam feitas, a fim de aumentar o escoamento das águas evitando enchentes. Ademais, a Defesa Civil, responsável pela prevenção de desastres, deve aumentar as fiscalizações das áreas de risco, por meio da contratação de mais agentes protetores, a fim de evitar construção nesses locais.