Consequências das chuvas fortes no Brasil: enchentes, inundações, alagamentos e deslizamentos

Enviada em 17/10/2024

Durante a década de 80, a comunidade científica uniu-se em prol de alertar so-bre as peocupações, em relação ao futuro, dos impactos das mudanças climáticas. Paralelamente, no Brasil hodierno, vê-se que essa animosidade se justificou, uma vez que os riscos apontados no passado se concretizaram em forma de chuvas catastróficas e seus derivados. Desse modo, a fim de remediar suas principais turbulências, deve-se evidenciá-las: a concentração dos danos na população mais pobre do país e a proliferação de doenças.

Diante desse cenário, explicita-se um nexo causal entre a problemática em ques-tão e a focalização dos prejuízos na parcela mais necessitada. A respeito disso, ave-rigua-se, através da ótica histórica, que, no momento pretérito, aconteceu a expul-são dos coletivos carentes das zonas urbanas mais bem elaboradas, fato exempli-ficado pela Reforma Pereira Passos. Nessa conjuntura, tornou-se ordinário os aglo-merados mal estruturados e instalados em regiões de alto risco. Consequentemen-te, esses agrupamentos segregados enfrentam mais intensamente todos as intem-péries, em especial as de cunho pluvial como as inundações e os deslizamentos.

Ademais, nota-se que a propagação de enfermidades é um impacto direto da cri-se ambiental elencada. Perante essa premissa, de acordo com o livro “Fundamen-tos da Biologia Moderna”, calamidades são férteis para o surgimento de zoonoses, doenças oriundas de animais, pois elas viabilizam o estreitamento espacial entre pessoas e organismos selvagens. Em paralelo, sabe-se que as deturpações do ciclo hidrológico, como nas precipitações agressivas, configuram o contexto propício supracitado, afetando, assim, o espalhamento desses vetores patogênicos.

Em suma, é indubitável dizer que as chuvas fortes trazem enormes malefícios à sociedade. Dito isso, cabe ao Estado, responsável pela mediação entre a civilização e a natureza, assegurar a proteção dos cidadãos menos abastados, por intermédio do investimento em infraestrutura adequada de moradia e do auxílio monetário emergencial, intuindo atenuar o desigual impacto. Além disso, é dever das insti-tuições de saúde, encarregadas pela remediação das doenças, informar o popu-lação sobre os maiores riscos de contrair zoonoses, por meio de palestras veicula-das abertamente, objetivando atenuar o contato animal. Assim, reduzirá os danos.