Consequências das chuvas fortes no Brasil: enchentes, inundações, alagamentos e deslizamentos

Enviada em 17/10/2024

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um cidadão se mobiliza com o problema do outro. No entanto, ao observar as terríveis consequências das fortes chuvas no Brasil, verifica-se que os ideais iluministas são tidos na teoria mas não desejavelmente na prática. Desse modo, a problemática segue intrinsecamente ligada à realidade da população, seja pela ineficiência do governo, seja pelo fator social que contribui para a perpetuação do impasse.

Dessa forma, em primeiro plano, é necessário atentar para o descaso estatal. Assim, de acordo com o filósofo Aristóteles: " a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade". Entretanto, sob o viés filosófico aristotélico, entende-se que a falta de políticas efetivas para combater as enchentes e deslizamentos, causados pela associação de fortíssimas chuvas à falta de obras governamentais que busquem otimizar o dispersamento das águas, é pilar crucial para que ocorra tragédias. Desse jeito, como demonstra-do nos dados divulgados pela Confederação Nacional de Municípios, a taxa vem crescendo desde 2014, tendo no primeiro sementre de 2022 uma média próxima de 80 mortes por mês, número expressivo que corrobora com a ideia de desequilí-brio na conjuntura hodierna do país.

Ademais, a influência negativa do meio social é combustível para solidificação de inundações e alagamentos. Sendo assim, a teoria Fato Social de Durkheim, explana sobre como o meio, por intermédio de agentes exteriores de generalidade e coercitividade, molda a sociedade para agir negativamente em frente à situação. Dessa maneira, atitudes inadequeadas de descarte de resíduos e embalagens contribuem para a ocorrência do entupimento dos canais que deveriam levar as águas precipitadas aos locais apropriados. Todavia, devido a falta de educação dos brasileiros, atitudes não sustentáveis são vistas corriqueriamente nas grandes cidades, dificultando o solucionamento dos desastres advindos das fortes chuvas.

Portanto, urge que o Ministério das Comunicações, com apoio das empresas midiáticas, elucide e explane sobre o assunto, contanto com auxílio de convidados da Defesa Civil de cada estado, para opinar de maneira crítica sobre como o gover-

no deve agir, além de orientar a sociedade a respeito de sua responsabilidade civil.