Consequências das chuvas fortes no Brasil: enchentes, inundações, alagamentos e deslizamentos

Enviada em 19/10/2024

No conto “Queixa de Defunto”, Lima Barreto faz uma crítica ao poder público, que é extremamente omisso e negligente quanto aos cuidados com a infraestrutura das cidades. Analogamente, nos dias de hoje, isso pode ser observado pelo descuido estatal com as consequências das chuvas fortes no Brasil, causando enchentes, inundações, alagamentos e deslizamentos. Dessa forma, notam-se que os desastres causados pelos transbordamentos resultam da falta de planejamento urbano e corroboram a propagação de doenças tropicais.

Sob esse prisma, é primordial destacar o crescimento desordenado das cidades como fator agravante para a ocorrência de enchentes. Nessa conjuntura, segundo o filósofo contratualista John Locke, o Estado, enquanto garantidor dos direitos fundamentais, deve assegurar uma vida confortável à sociedade. Contudo, atesta-se que esse princípio da cidadania não é devidamente alcançado, haja vista a falta de planejamento urbano nas metrópoles brasileiras, resultado da ineficiência estatal com a acomodação salubre dos habitantes. Assim, ainda que as enchentes sejam fenômenos naturais, a ação antrópica no meio ambiente as potencializa, causando desastres que desabrigam boa parte das vítimas.

Além disso, outra consequência das enchentes no Brasil se finda na propagação de doenças tropicais. Em outras palavras, segundo o Ministério da Saúde por intermédio do portal governamental, doenças infecciosas como a leptospirose são altamente incidentes em regiões inundadas, uma vez que a bactéria “leptospira” persiste em ambientes de alagamentos, os quais facilitam os surtos da doença. Desse modo, as enchentes representam - para além de um fenômeno natural - um grave problema de saúde pública, inerciando o desenvolvimento social pela limitação de infraestrutura sanitária.

Assim, percebem-se as consequências das chuvas fortes no Brasil. Portanto, cabe ao TCU (Tribunal de Contas da União) o investimento em instituições capazes de melhorar o planejamento urbano. Para tanto, isso pode ser feito por meio de incentivos fiscais a corporações, como o Ministério das Cidades - órgão responsável por ampliar o acesso da população a moradia e saneamento -, com o objetivo de diminuir os efeitos das enchentes pela democratização de habitações mais seguras.