Consequências das chuvas fortes no Brasil: enchentes, inundações, alagamentos e deslizamentos

Enviada em 21/10/2024

De acordo com o filosófo Aldous Huxley, “fatos não deixam de existir só porque são ignorados”. Tal pensamento se apresenta verossímil quando aborda-se a negligência humana perante a sua relação direta com as consequências causadas pelas fortes chuvas que atingem o país. Com isso, emerge um sério problema, em virtude da omissão governamental e da cultura capitalista.

Nesse cenário, ressalta-se, de início, que a precária ação estatal contribui para o desenvolvimento instável de obras civis, que se mostram ineficientes em determinados períodos naturais. Diante disso, tem-se a “política de eufemismo”, termo usado pela antropóloga Lilia Schwarz para apontar a invisibilidade de problemas devido a sua suavização. Nesse viés, o Estado falha em não investir em projetos de construções mais robustos, que abordem o impacto natural e que sejam capazes de suportar as variações climáticas. Como resultado, evidencia-se edificações fragéis que são facilmente destruídas por certos eventos (como as chuvas) e que geram um excesso de gasto público para sua reestruturação.

Além disso, outro fator influenciador é a ótica capitalista, que afeta a forma como o ser humano enxerga e reage ao ecossistema. À vista disso, o filosófo Bauaman expõe que os valores da sociedade estão sendo colonizados pela lógica do mercado. Nesse contexto, observa-se uma ação antrópica excessiva, que aparenta pouca preocupação com o ambiente em que está inserido, desde da sua alta produção de lixo inorgânico pelas indústrias - que colabora para a poluição ambiental como um todo - até as pequenas modificações na paisagem, como a remoção da vegetação de uma casa ou rua. Consequentemente, o desprendimento humano com a natureza mediante a priorização monetária gera intervenções que potencializam os efeitos devastadores das ações naturais.

Dessarte, é imprescíndivel atuar sobre esse problema. Para isso, o Ministério do Meio Ambiente deve investir em um projeto de supervisão urbana de modo a avaliar detalhadamente o crescimento da cidade e sua relação com o ecossistema. Afim de reduzir e controlar os possíveis prejuízos causados pelas modificações humanas, buscando uma harmonia entre o homem e o meio ambiente. Para assim, finalmente a sociedade se relacionar com a natureza de modo responsável.