Consequências das chuvas fortes no Brasil: enchentes, inundações, alagamentos e deslizamentos

Enviada em 24/10/2024

O sociólogo alemão Ulrich beck denota que vivemos em uma sociedade do risco pois “A ciência fornece dados e ferramentas para prevenir e mitigar danos por desastres naturais, porém a política frequentemente falha em agir”. Paralelamente a isso, o Brasil é assolado anualmente com fortes chuvas que resultam em desastres de infraestrutura no país. Dessa forma, a inatividade do Estado perante o fator ambiental resulta em maior vulnerabilização de populações frágeis.

Diante desse cenário, é importante entender que nosso país possui uma gama de dados e ferramentas acerca de áreas de risco de desastres, estas são fornecidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e Instituto Nacional de

Metereologia. Assim, éincompreensível o despreparo governamental diante de tais ocorrências, uma vez que a perda habitacional e humana é alta. Seria como se Noé, personagem bíblico, ao saber do dilúvio não fizesse a arca para salvar sua família. Metaforicamente, o Estado é Noé, e ao não se preparar para os desastres ele, imperdoavelmente, abandona suas populações vulneráveis.

Tais populações se personificam no brasileiro de baixa renda, uma vez que ele é o mais exposto às intempéries do ambiente. Consoante a isso, Zygmunt bauman, filósofo contemporâneo, disserta que “Em tempos de crise, o pobre paga o preço mais alto. Enquanto as elites se refugiam em suas fortunas, o pobre é deixado para enfrentar o impacto da insegurança”. Essa citação ganha maior profundidade aliada ao abandono do Estado com essas populações, por exemplo, Petrópolis-RJ é uma cidade que enfrenta deslizamentos recorrentes, porém os moradores dessas áreas infelizmente sempre retornam para elas pois não possuem outra opção de moradia ou refúgio.

Portanto, é imprescindível que a Federação tome maior posição ativa quanto ao desastres para reverter o “estado de risco”. Portanto, o Ministério da Infraestrutura, órgão executivo responsável pela administração direta do território físico, deve confeccionar protocolos de prevenção e minimização de danos decorrentes das fortes chuvas, por meio dos dados fornecidos pelo IBGE e INMET, com o fito de acabar com a inatividade estatal e consequentemente proteger a população brasileira.