Consequências das chuvas fortes no Brasil: enchentes, inundações, alagamentos e deslizamentos

Enviada em 28/10/2024

A sociedade de risco, maneira que o sociólogo alemão Ulrich Beck chamou as últimas duas décadas do século XX consiste em dizer que até certo momento da humanidade os principais riscos eram causados por ordem natural, e, agora, é o antropocentrismo que domina, pois as ações humas que, em sua grande maioria, devastam o meio ambiente.

É necessário destacar, de início, a urbanização desordenada, com a população construindo moradias sem planejamento e em locais inadequados, como consequência da sua capacidade econômica. Em 2011 houve o maior desastre climático do país, no município de Nova Friburgo, mais de 900 mortos, e em sua grande maioria moradores de encostas.

A ineficiência do Estado é visível quando as chuvas destroem domicílios, comércios, serviços necessários. Gerando insegurança alimentar e condições precárias para os mais carentes. A falta de políticas públicas como reflorestamento e campanhas de conscientização intensificam o cenário.

É imprescindível, portanto, que o Estado, aliado a mídia, execute campanhas para divulgar a ecoética e os malefícios que habitações construídas em locais desfavoráveis podem trazer. Por sua vez, o Estado tem o dever de implementar sistemas de drenagem, monitorar as chuvas e alertar a população. O desencorajamento de uma sociedade antropocentrica e a promoção de uma sociedade ecoética são passos essenciais para o bem-estar e proteção à vida do povo brasileiro.