Consequências das chuvas fortes no Brasil: enchentes, inundações, alagamentos e deslizamentos
Enviada em 20/07/2025
A Declaração de Estolcomo sobre o Meio Ambiente Humano, de 1972, garante a todos os indivíduos a solene obrigação de cuidar e preservar o meio ambiente. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que as consequências das chuvas fortes encontram-se presentes na sociedade. Desse modo, o desabono social e o impacto sobre as minorias é a principal causa e consequência desse conflito.
Nesse sentido, vale ressaltar a indiferença da população como perpetuadora do impasse. Destarte, de acordo com o Instituto de Pesquisa Aplicada, 70% das pessoas descartam dejetos como papel, sacolas plásticas e latinhas de bebidas em locais inapropriados. Sob essa ótica, denota-se que parte da população não entende a gravidade que essa ação gera, haja vista que, ao jogar esses objetos em qualquer lugar, acaba por entupir os bueiros e sujar as ruas. Assim, quando chove, ocorre as inudações e as enchente, já que a água, que escoaria pelos canos não consegue chegar até eles.
Ademais, surge o impacto social como resposta desse alarmante panorama. Por essa perspectiva, segundo o sociólogo Karl Marx, os indivíduos que possuem vulnerabilidade social são excluídos e marginalizados. Sob esse viés, por viverem à margem da sociedade, as minorias ocupam, muitas vezes, locais indevidos para moradia. Dessa forma, quando ocorre uma chuva forte, por ocupar um lugar de alta insabilidade, são os principais impactados pelo deslizamento, como observou no caso que ocorreu em 2019, com o desastre de Brumadinho.
Portanto, com intuito de mitigar as consequências das chuvas fortes, urge que o Estado, como promotor e garantidor do bem-estar social, disponibilize subsídios para que o Ministério do Meio Ambiente reverta essa verba em contratação de profissionais, que por meio de “workshops” nas escolas, ensinariam toda a comunidade sobre a importância de descartar o lixo corretamente e de preservar o meio ambiente. Além disso, a Secretaria Nacional de Habitação, juntamente com o governo, promoveria construção de casas em ambientes seguros para a população vulnerável. Somente assim, a Declaração de Estocolmo entrará em pleno e completo vigor.