Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 28/08/2019
Entre malefícios e benefícios do desenvolvimento da internet, encontra-se um questionamento relativo ao nativo digital e o universo sem filtro proporcionado que permite a fuga do conteúdo desejado pelos pais para os filhos. Questionando assim o controle parental como prevenção ou invasão de privacidade.
Convém ressaltar, a princípio, a facilidade de acesso a diferentes conteúdos, sem retração a gostos e idades, o que permite a criança sem o controle parental navegar em conteúdos impróprios para idade. Trazendo consequências, como por exemplo o abuso infantil, cyberbulling, assédio virtual e a exposição de informações pessoais, sendo assim, é de interesse dos pais um controle aos conteúdos acessados pelos filhos.
Entretanto, medida em que as crianças se sintam controladas pelos pais mais elas se revoltam com eles, gerando atitudes desrespeitosas e conflitos. Por exemplo, ao ouvir de outras crianças que acessaram algo que sempre foi proibido a elas sem entender o motivo, além de mais curiosa essa também pode se sentir sufocada pelos pais. Ou seja, a criança deve entender porque está sendo protegida.
Vale destacar que já há uma movimentação de pais, que querem mudar a forma como seus filhos usam a internet. Plataformas digitais já estão se adequando as revindicações, como por exemplo o YouTube, que criou uma versão infantil da sua plataforma. Caso, outros sites e aplicativos sigam essa linha de pensamento haverá um ambiente seguro para crianças navegarem, porém ainda é necessário que pais procurem sempre estarem a par do que seus filhos estão pesquisando e principalmente com quem estão conversando.
Em síntese, medidas devem ser efetivadas afim de qualificar um ambiente seguro na internet para menores. É primordial, que escolas por meio de de palestras elucidem pais sobre os riscos da navegação infantil na internet e como lidar com essa situação, afim de que crianças possam usar de maneira saudável. Além disso, é dever da família ter senso crítico sobre a real necessidade da criança ter um contato tão intenso com tecnologias, promovendo assim, outras maneiras mais saudáveis para elas se ocuparem nos tempos livres.