Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 28/08/2019

Os últimos vinte anos têm apresentado o crescimento desenfreado dos meios de entretenimento virtual, como a Internet e a televisão, e também o poder das interações dos indivíduos com estes. Neste contexto, as gerações concebidas a partir dos anos 2000 parraram a conviver inteiramente em contato com esses dispositivos. E, apesar dos vários benefícios que eles oferecem, a infinitude de possibilidades na navegação expõe essa juventude a diversos riscos, demandando a atenção e o cuidado dos pais, dentro de um limite.

O uso dos aparelhos tecnológicos já é indispensável no cotidiano. Assim, desde o nascimento, a vastidão de entretenimento e informações está sempre presente nas mãos da criança, que ainda não possui discernimento sobre o tipo de conteúdo que consome. Os pais, portanto, têm o dever de prevenir os filhos do acessoa a conteúdos que promovam a assimilação de valores aos quais se opõem. A princípio, na infância, tal controle faz-se bastante necessário, de modo que os pais se responsabilizem pela transmissão de valores aos filhos, gradativamente.

Contudo, convém ressaltar que há limitações ao controle parental. A criança, conforme a sua formação, deve ser ensinada a avaliar o certo e o errado, o não problemático e o arriscado. Além disso, faz parte do processo de seu crescimento, às medidas convenientes, a conquista de autonomia e conscientização dos perigos que a exposição virtual carrega. Em conclusão, uma vez que há invasão de privacidade, os pais tendem a perder a confiança dos filhos, porque o controle foi incessante e, por consequência, sufocante.

Diante da discussão apresentada, constata-se que, visando à orientação dos pais, é necessária a abordagem do tema nos veículos de informação, com a divulgação de artigos, palestras e alertas feitos por psicólogos e especialistas. Ademais, as plataformas online, os sites e os aplicativos devem impor restrições mais duras ao acessoa de conteúdos antiéticos ou resguardados, por meio de formulários e senhas para a navegação, a fim de dificultar o consumo precoce de tais publicações.