Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 29/08/2019
No filme Hope, de Lee Joon-ik, é retratado a história de uma menina que acaba sofrendo um estupro horrível e indo parar no hospital. Saindo da ficção, essa problemática é uma realidade no Brasil. Nesse contexto, dois aspectos precisam ser analisados: os danos físicos e psicológicos causados à vítima.
Em primeiro lugar, é necessário relatar que pelo menos 20 crianças de zero a nove anos de idade são atendidas nos hospitais que integram o Sistema Único de Saúde – SUS, após terem sido vítimas de violência sexual. Tendo em vista esses aspectos, a quantidade de sofrentes de pedofilia no país deve ser ainda maior, visto que, por vergonha e medo de julgamentos sociais essas crianças silenciam-se diante do acontecimento. Nesse cenário, o abuso continua ocorrendo de tal maneira que acarreta lesões e marcas visíveis pelo corpo.
Outro aspecto a ser abordado são os danos emocionais, pois se não tiver tratamento, as consequências psicológicas podem perdurar por décadas. Diante disso, a curto prazo as crianças podem apresentar ansiedade, insônia, despersonalização e até mesmo depressão. Logo, familiares das vítimas devem ficar cientes de que, apesar da crença popular, nem sempre o tempo cura tudo. Portanto, ter ajuda psicológica e familiar é fundamental para que o menor supere o trauma causado pelo abuso sexual.
Torna-se evidente, portanto, que ainda são muitos os desafios acerca do combate a pedofilia. Para que isso mude, o Governo deve realizar melhorias nos serviços de saúde pública, por meio da contratação de profissionais qualificados, tendo como intuito amenizar as marcas deixadas pelo agressor. Em todos esses problemas, é visível a importância da ação de psicólogos e da família, principalmente, no processo de recuperação dos traumas emocionais. Além disso, cabe a mídia promover campanhas com o objetivo de mobilizar a sociedade na luta contra o abuso sexual infantil, visto que, esse processo pode estimular o desfecho desse problema: a denúncia.