Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 30/08/2019
A Terceira Revolução Industrial ficou conhecida como revolução técnico-científico-informacional e foi um marco na difusão da internet. Desde então, os domínios virtuais cresceram exponencialmente e a rede mundial de computadores se tornou presente em grande parte dos lares brasileiros.
Nesse contexto, diante do fácil acesso que ela oferece, as crianças podem se tornar vítimas por não terem capacidade cognitiva suficiente para filtrar os conteúdos. Logo, é necessário que haja um controle parental para dosar essa influência e evitar a exposição nociva das crianças ao mundo virtual. A princípio, é preciso entender a importância do acompanhamento dos pais no que os filhos fazem on-line. Sob essa perspectiva, ao trafegar na internet, muitas vezes, as crianças são expostas a conteúdos inadequados à sua idade.
Por outro lado, é vital manter um equilíbrio nesse controle. Dentro dessa lógica, na ânsia de protegerem seus filhos, alguns pais limitam demais o comportamento das crianças. Por essa razão, eles podem se sentir sufocados e passar a esconder fatos de seus pais, o que é igualmente perigoso.
Fica claro, portanto, que é de suma importância acompanhar o comportamento das crianças na internet. Para ajudar nesse feito, a Anatel, junto do Ministério Público, deve criar uma diretriz que obrigue as empresas a vistoriarem seus conteúdos on-line e a apagarem, sob pena de multa, os que forem inadequados às plataformas. Ademais, cabe à Secretaria de Educação criar semanas temáticas sobre o assunto nas quais, por meio de palestras, teatros e rodas de discussão, sejam ensinadas aos pais maneiras adequadas de vistoriarem seus filhos, bem como comportamentos a serem evitados no âmbito virtual para as crianças. Assim, a internet será um ambiente seguro e diversificado para internautas de todas as idades.