Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 31/08/2019

Os pais possuem um papel importante na vida dos filhos, se não importante, essencial. Sendo assim, com o advento da tecnologia, a supervisão, agora online, sobre as crianças, ajuda ou atrapalha? Assim como as tecnologias contribuem no processo de um melhor cuidado com os filhos, ela é, ao mesmo tempo, uma ponte entre o surgimento de novos problemas mais graves e se não controlada na medida certa, pode afetar a relação entre pais-filhos(as).

Em primeira análise, é compreensível que haja o máxima de preocupação para com as crianças, por estarem mais vulneráveis a cada coisa nova que aprendem ou descobrem, e que o processo tecnológico tem proporcionado uma maior facilidade quanto a lidar com este problema. No entanto, juntamente com essa problemática, outro ponto crítico vem sendo inserido que é a falta de privacidade.

Nesse contexto, a falta de privacidade não só causa um abalo na relação familiar, como causa a perda da confiança em nível gradual. A medida que a criança cresce, as escolhas próprias serão essenciais para a formação da identidade social, e isso inclui entrar em contato com o “mundo exterior”, isto é, das redes sociais e dos conteúdos encontrados virtualmente. Um excesso de cuidado apenas gerará estresse e sufocará o indivíduo, isolando-o socialmente.

Dessa maneira, ainda que seja necessário o controle parental sobre os filhos, que seja equilibrado e que haja respeito entre os envolvidos (pais e filhos). Conversas e a não fiscalização às escondidas seria uma outra alternativa para que a confiança não seja quebrada e que o indivíduo em formação possa compreender melhor o que se passa ao seu redor.