Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 03/09/2019
Em um episódio da série Black Mirror, reproduzida pela rede televisiva Netflix, uma mãe dispondo de tecnologias avançadas, implanta em sua filha um dispositivo que a permite observar tudo o que a criança faz, com o intuito de mantê-la segura. Fora da ficção, atualmente na sociedade contemporânea brasileira, o controle parental acerca do uso tecnológico pelos menores traz a tona questões relevantes, como a falta de segurança diante de conteúdos adultos e a prevenção de possíveis alienações.
Desde as contribuições de Alan Turing com a invenção do computador, o qual corroborou com o fim da segunda guerra mundial, a internet vem se aprimorando com o passar das décadas. Atualmente, é a principal forma de comunicação da população infantojuvenil. Contudo, a segurança online referente à conteúdos que não se adequam à crianças é quase nula. Em consonância disso, quando os pequenos estão afastados de seus pais, estes não podem averiguar o que os filhos consomem, deixando-os assim, desprotegidos perante a rede virtual.
De acordo com os estudos do sociólogo Èmile Durkheim, é na infância que os indivíduos começam a desenvolver valores éticos e morais. Se, neste período, a criança se deparar com uma série de conteúdos adultos disponíveis na internet, como, por exemplo, desrespeito e violência exacerbada, serão negativamente influenciadas a adquirirem tais condutas em seu comportamento. Nessa conjuntura, esses podem vir à se torna jovens problemáticos por conta da indevida exposição a tais meios.
Diante do exposto, medidas devem ser tomadas para remediar o quadro atual. Primeiramente, o Ministério da Educação (MEC) deve agir no que tange o desenvolvimento de cartilhas e palestras nas escolas sobre os perigos que há na internet, afim de conscientizar os tutores e as crianças. Ademais, o mesmo, deve criar, por meio de verbas governamentais, campanhas midiáticas que destaquem o uso de aplicativos bloqueadores de conteúdo impróprio para crianças, para assim, garantir o crescimento saudável daqueles que serão o futuro da nação.