Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 07/09/2019

De acordo com o filósofo Pitágoras a educação das crianças se faz necessária para que essas não sofram no futuro. Dentro desse contexto é inegável que a instrução sobre o uso adequado da tecnologia pelos pais é importante para a formação dos jovens, todavia famílias que utilizam de controles parentais excessivos podem fazer com que o jovem sinta sua liberdade individual ferida.

Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, a atual modernidade líquida também promove relações líquidas, ou seja, são mutáveis, ou por causa de incertezas ou por causa de desconfianças nas relações pessoais. Assim a falta de convicção dos pais que seus filhos vão tomar atitudes coerentes as da educação dada fazem com que os responsáveis usem excessivamente aplicativos de controle parental para proteger o jovem. Contudo conforme  artigo 3 dos Direitos Humanos, todo o indivíduo tem direito a segurança e a liberdade pessoal, ao os progenitores supervalorizarem a segurança, acabam ferindo o direito de liberdade do indivíduo, podendo acarretar na má relação entre pais e filhos.

Ressalta-se, que o Brasil é o segundo país no mundo com maior números de crimes cibernéticos isso porque o advento da globalização possibilitou o maior acesso de crianças a internet, e isso, atrelado com criminosos que utilizam da internet para propagar a violência preocupam as famílias. Com isso a vigilância parental tecnológica pode ser positiva e se faz necessário, na medida certa, para que se crie um jovem consciente dos perigos que a sociedade apresenta,

Em suma, são necessárias medidas para que os pais instruam sem que haja uma invasão na liberdade da criança. Desse modo, urge que o MEC por meio de cartazes em lugares públicos, dissemine a importância dos pais estarem a par sobre sites que a criança utiliza. Visando  mesmo objetivo, o MEC pode, ainda promover palestras de como os pais podem ter uma relação saudável com os filhos deixando-os livres para tomarem suas próprias decisões, assim construir-se-á um Brasil livre e protegido.