Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 27/09/2019
Cresce o número de pais que recorre a aplicativos para monitorar ou bloquear o acesso dos filhos a determinados conteúdos. Apesar da boa intenção por trás da atitude, há quem questione se ela é de prevenção ou de controle da privacidade. Porém, quando nos deparamos com crianças e adolescentes expostos à violência, à conteúdos pornográficos e à pedófilos, por exemplo, parece justificável o controle dos pais.
A revista Veja veiculou em uma matéria intitulada “Escancarada: Assim é a Sua Casa” que, segundo especialistas e dados apresentados, a falta de controle dos pais sobre o que acessam crianças e adolescentes pode introduzir inimigos perigosos no ambiente familiar. Então, é importante que haja controle sobre o que se acessa e esse dever é, sem dúvida, da família com o apoio do Estado, uma vez que Constituição e o Estatuto da Criança e do Adolescente claramente atribuem a eles o dever de zelar pela vida e pela segurança desse público.
Assim, ações educativas são necessárias para reforçar a importância do uso das tecnologias pela família. Elas permitem acessar, controlar e bloquear, quando necessário, conteúdos que possam comprometer a integridade física e moral de crianças e adolescentes.
Também a escola e a mídia podem ajudar. Cabe à escola, por meio de palestras, orientar os alunos sobre os riscos escondidos na internet. A mídia pode produzir campanhas publicitárias para veiculação em rede nacional a fim de alertar pais, familiares e sociedade da importância dos aplicativos de acesso e de controle de conteúdos. Dessa forma, é possível criar-se uma rede de cuidado e de proteção para crianças e adolescentes.