Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 28/09/2019

A internet, criada pelos EUA durante a Guerra Fria para facilitar a comunicação entre os soldados, é um veículo de grande importância na transmissão de notícias e também no desenvolvimento de tecnologias. Ademais, com tantas funcionalidades tecnológicas hodiernamente, torna-se preocupante a relação das crianças e adolescentes com estas, sendo necessário o controle familiar.

Convém ressaltar que grande parte do problema dá-se pelo contato cada vez mais precoce do público infantil com os meios tecnológicos, já que estes são desprovidos de capacidade crítica, deixando-os expostos aos seus malefícios, como por exemplo, a pedofilia. Além disso, a falta de diálogo parental também é preponderante, uma vez que com tal ausência torna-se mais difícil os pais terem conhecimento acerca do que os filhos veem na internet.

Outrossim, o controle parental se exercido de maneira exacerbada acaba sendo muito invasivo para o público juvenil, excluindo-os até mesmo de seus contextos sociais. Como exemplo disto, tem-se um episódio da série Black Mirror, em que uma mãe implanta um chip no cérebro de sua filha filtrando até mesmo sentimentos e emoções da garota.

Portanto, faz-se necessário por parte do Ministério da Educação, a implementação de palestras escolares mediante a presença de pais e filhos para discutir acerca do tema, ensinando os pais a serem mais cuidadosos e menos invasivos e alertando as crianças sobre os riscos do uso inadequado das redes. Cabe também ao MEC, em parceria com veículos midiáticos, a criação de campanhas publicitárias com o fito de divulgar ferramentas ou mecanismos de controle parental quanto ao uso das tecnologias.