Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 06/10/2019
Prevenção, monitoramento, instrução. Além da educação, esses também são alguns dos deveres familiares para com as crianças e adolescentes que se mantém conectados à internet. Diante de um cenário no qual mais de 90% da população se encontra online, deve-se redobrar a atenção principalmente para o público infantil, monitorando quais são os conteúdos acessados e quais são as situações nas quais esse público se expõe, também se faz importante que os pais busquem maneiras que sejam adequadas e eficientes para cada intervenção como, por exemplo, o auxílio de aplicativos que tenham esta finalidade, revisão do histórico de atividades e o bloqueio de alguns sites.
Um mundo cada vez mais conectado reproduz e fornece conteúdos sem filtros e a criança, ao ter contato com esse “mundo”, pode não estar preparada para lidar com situações como, por exemplo, receber mensagens impróprias, agressivas e mal intencionadas que tenham a finalidade de coletar e manipular informações. Nessa situação, o monitoramento dos pais se torna ainda mais indispensável, é uma questão de zelo e, principalmente, de segurança. Este deve ocorrer, não a fim de “invadir” a privacidade da criança e do adolescente, mas a fim de evitar que outros o faça.
Além do auxílio de aplicativos de controle e o diálogo em casa, uma opção à complementar aos pais é a de criar ações governamentais entre família e escola para que trabalhem juntos através de palestras e pesquisas, ampliando assim o conhecimento dos meios. Isto é, encontrando opções dentro da tecnologia que vá resultar em finais mais didáticos e seguros para os pequenos internautas.