Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 14/10/2019

A Revolução Industrial foi um fenômeno geográfico responsável pela difusão de várias tecnologias que aumentaram a conexão entre pessoas. Embora as utilidades dessas inovações estejam presentes em diversos setores da sociedade, o uso delas requer controle, principalmente com relação ao acesso da rede por crianças que, se não monitorado, pode afetar negativamente a vida do ser em formação.

Em primeiro lugar, é válido salientar que a internet pode trazer diversos benefícios para o jovem, como a facilidade de acesso a conteúdos educativos e o consequente aumento da capacidade cognitiva. No entanto, a maior parte das informações da rede não possuem filtros, o que acaba expondo a criança em situações indesejadas como o cyberbullying, o sequestro de dados e a pedofilia, além de vários outros tipos de violência. Consequentemente, por estar numa fase de aprendizado e de moldagem de sua personalidade, o pequeno ser acaba por assimilar comportamentos inadequados.

Ademais, segundo dados da Cyber Handbook, cerca de 80% dos pais não sabem o que seus filhos acessam na internet. Embora já existam aplicativos que permitem um maior controle dos pais na rede, esses acabam por terem brechas as quais as crianças ficam expostas a algumas informações inapropriadas. Por isso, torna-se necessário algo essencial nesse aspecto: a educação. No entanto, não existem, na maior parte das escolas, programas que, além de ensinar o uso correto da internet, promovam uma maior interação entre pais e filhos no diálogo sobre as limitações das crianças nesse mundo virtual.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para solucionar esse quadro que, a longo prazo, pode comprometer a vida do cidadão em formação. Para que o uso da rede pelos jovens seja adequado e eficiente, urge que o Ministério da Educação, através do direcionamento de impostos, crie, nas escolas, programas que visem uma maior aproximação entre pais e filhos quanto as limitações do uso da internet pela criança, por meio de feiras periódicas que contariam com a presença de psicólogos, além de aulas teóricas e dinâmicas sobre o tema. Dessa maneira, o Brasil pode avançar mais um passo no caminho para o desenvolvimento social.