Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 23/10/2019
O século XXI é marcado por avanços tecnológicos e pela disseminação da internet, que foi benéfica para a dinamização da comunicação global. Por outro lado, as plataformas digitais podem conter conteúdos violentos e de natureza sexual, o qual são impróprios para crianças, que também estão inseridas no mundo digital. Por isso, alguns pais controlam o uso indiscriminado da tecnologia de seus filhos, com o intuito de preveni-los de pedófilos e de propagandas que fomentam o consumo.
Mormente, compreende-se que o conto João e Maria pode ser uma metáfora que simboliza a pedofilia, a qual na sociedade hodierna ganha forças na internet. Sob essa ótica, a geração alpha - crianças que nasceram a partir de 2010 - foi introduzida mais cedo às redes sociais, o que corroborou para o aumento da pedofilia em 50%, segundo a Delegacia de Repressão a Crimes de Informática. Desse modo, entende-se que não são todos os pais que investigam quais conteúdos são absorvidos pela prole e, por isso, é imprescindível que os progenitores os monitorem para que essas crianças não sejam lesionadas.
Em segundo lugar, sabe-se que os avanços da internet, no século vigente, proporcionou uma melhor veiculação das propagandas, visto que atinge mais indivíduos. Acerca disso, as crianças e os adolescentes, por estarem expostos a esse marketing, são facilmente seduzidos ao consumo. Nesse cenário, segundo uma pesquisa feita em 2014, 52% dos pais cedem aos pedidos de seus filhos, segundo o Serviço de Proteção ao Crédito, e, por conseguinte, isso gerará a potenciação do consumismo nos jovens, já que foi salientado desde cedo.
É mister, portanto, que o Estado tome providência para amenizar o problema. Logo, cabe ao Ministério da Educação e Cultura que invista, por meio de verbas públicas, em projetos de sábados letivos nos colégios, no qual pais, alunos e professores discutam sobre a preservação individual nas redes sociais, a fim de que os alunos não sejam coagidos por perfis “fakes”, além de haver orientação para os pais denunciarem possíveis casos de pedofilia em delegacias especializadas. Somado a isso, é importante que haja um diálogo familiar sobre o que a prole faz e vê nas redes sociais, para que os pais possam controla-los sem invadir a privacidade deles. Por fim, o objetivo é que o ambiente virtual seja benéfico para os jovens e despreocupantes para os pais.