Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 26/10/2019
Os espinhos do avanço tecnológico
No mundo atual é corriqueiro ver crianças com celulares ou assistindo desde de muito jovens o YouTube, porém o mundo não vai parar de reter suas informações para a criança ver apenas o que lhe deve. A internet até certo ponto filtra aquilo que poderia causar prazer ao usuário, sendo que as próprias plataformas já fazem esse trabalho. Se, por um lado é prático deixar uma criança livre-leve-solta na internet, por outro pode significar alguns perigos. A partir do ponto mencionado, deve por parte dos pais ou parentes responsáveis manter o controle das tecnologias ao redor do menor, a fim de manter sua segurança.
É importante ressaltar, em primeiro plano, de que forma o controle de dados na internet permite a manipulação do comportamento dos usuários. Isso ocorre, em grande parte, devido ao baixo senso crítico da população, fruto de uma educação tecnicista, na qual não há estímulo ao questionamento. Sob esse âmbito, a internet se aproveita de tal vulnerabilidade e, por intermédio da uma análise dos sites mais visitados por determinado indivíduo, modela o modo de pensar dos cidadãos.
Consequentemente com a ajuda alguns softwares os pais podem ter o controle do conteúdo que seus filhos consomem e com isso proporcionar a eles uma infância mais saudável. Anteriormente, é importante estabelecer regras básicas para o consumo digital e quais são as responsabilidades da criança, explicando que o aplicativo de controle parental é uma maneira dos pais cuidarem dela no mundo digital e que o instalarão juntos. Como pode ser verificado a novela das nove, A Dona do Pedaço, relatou o caso da Jovem Cássia, desprovida dos controles parentais, marcou um encontro com um suposto adolescente quando na verdade era um pedófio tentando usá-la. Ainda que seja uma realidade alternativa relata a história da pedofilia e seu avanço com a tecnologia.
Ao analisar a problemática, revela-se importante o investimento em políticas educativas visando à orientação da população no uso de redes sociais, por exemplo, seria uma medida eficaz e eticamente viável frente à ausência de privacidade na internet. Além disso, fazer com que o controle parental seja visto como uma forma de cuidado e não um controle imposto é a chave para tornar esses dispositivos bastante úteis tanto para os pais como para os filhos. Concluí-se portanto, que o controle parental deve ser feito para auxiliar os menores a distinguirem o certo do errado, pois sua compreenção do mundo ainda está imatura.