Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 21/10/2019
Com a quarta revolução industrial, o ser humano conseguiu desfrutar de maneira ampla das benesses tecnológicas, como efetuar compras de utensílios, assistir filmes e conversar via “chat” sem sair de casa. Ademais, os pais de crianças, como forma de entreter seus filhos, liberou o uso de “tablets” e celulares para esses. Entretanto, os infantes e adolescentes ficam vulneráveis em ambientes virtuais online, permitindo assim, o contato com pessoas possivelmente cruéis para com essas, que são vulneráveis e sem o senso crítico desenvolvido, salientando assim, a necessidade por parte do Estado em incentivar e esclarecer a respeito do uso de controle parental.
Em primeira análise, a criança, por não ter desenvolvido o senso crítico ainda, deve ser protegida por seus pais em ambientes cibernéticos. O fato da criança poder acessar sozinha conteúdos variados com extrema facilidade demonstra a realidade problemática o qual o público infantil está inserido. Além disso, um mero “clic” pode resultar em consequências drásticas, como o acesso à conteúdo adulto igual a pornografia, que pode distorcer a educação sexual ensinada pelos pais, e vírus de dispositivo eletrônico, que visa estragar esses. Sendo assim, um controle parental permitiria a segurança da criança de conteúdos prejudiciais segundo a visão dos pais.
Em segunda análise, a facilidade em usurpar uma identidade falsa no âmbito da internet é intrigante. Devido a isso, indivíduos com más intenções veem um ambiente fértil para se protegerem no anonimato e propagar maldades, aliciar e manipular crianças. Um caso conhecido foi a “baleia azul”, em que um jogo era conduzido por agentes perversos que possuíam contato com as crianças e jovens por intermédio das redes sociais, fazendo com que esses seguissem uma sequência de passos autodestrutivos e no final, o suicídio seria um prêmio. Logo, a proteção parental deve ser utilizada como medida de proteção, dialogada e esclarecida pelos pais da criança, para que ela compreenda a necessidade do recurso que objetiva protegê-las, inclusive da morte.
Portanto, para que o controle parental seja utilizado de maneira positiva e esclarecida, urge que o Ministério da Educação promova, por meio de verbas governamentais, psicólogos, pedagogos e especialistas em segurança cibernética, palestras socioeducativas anuais nas instituições de ensino, com o intuito de esclarecer aos pais e alunos acerca dos conteúdos presentes nos ambientes virtuais, a facilidade de acessá-los, a falta de senso crítico que as crianças possuem e as atrocidades existentes, comprovando a essencial importância do uso da ferramenta de controle parental. Nessa perspectiva, os cidadãos, em especial as crianças, desfrutarão de mais liberdade e segurança, e consequentemente, obterão mais dignidade nos ambientes virtuais.