Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 25/10/2019
O avanço da tecnologia nos meios de comunicação pode ser considerado um dos grandes feitos da humanidade. Invenções como o computador, o Smartphone e a internet facilitaram diversos âmbitos da sociedade. Contudo, essa facilidade alcança todas as faixas etárias, inclusive crianças. A falta de controle parental direcionado ao conteúdo acessado pelas crianças pode ser perigoso, já que elas também podem ter livre acesso a diversos websites, sendo esses, muitas vezes, inapropriados. Entretanto, um excesso de rigorosidade dos pais direcionado às ações dos filhos online pode ser tido como “invasão de privacidade”.
Sendo assim, em uma época em que as crianças nascem em meio à tecnologia, é essencial que os pais tenham o mínimo de conhecimento do que seus filhos fazem quando estão navegando na internet. Em websites como Facebook, crianças podem criar uma conta e adicionar “amigos” que não conhecem. O principal problema de tal situação é que, muitas vezes, um desses amigos adicionados pode ser um pedófilo com um perfil falso. Além disso, as crianças tendem a ter acesso a diferentes materiais disponíveis online, incluindo conteúdos adultos ou violentos, ou seja, impróprios e não recomendados para menores de idade.
Entretanto, mesmo que o controle parental seja de suma importância para que as crianças sejam preservadas de saber e ver determinadas coisas ou situações antes do tempo certo, o excesso de autoridade dos pais sobre as crianças não é recomendado. Isso porque, tanta rigorosidade pode levar a criança a sentir que sua privacidade está sendo invadida. Ademais, um estudo feito por Victoria Talwar, renomada especialista, da Universidade McGrill (Montreal, Canadá), mostrou que quanto mais rígidos forem os pais durante a criação de seus filhos, maior será a capacidade dos filhos em mentir, ou seja, pais controladores criam filhos mentirosos. Sendo assim, as crianças não teriam dificuldade em mentir sobre o que fazem ou não online sem o conhecimento parental.
Portanto, é necessário que, para uma solução plausível dos problemas supracitados, os pais saibam o que seus filhos estão fazendo online, mas de forma que não ocorram grandes restrições em seus acessos na internet. Para isso, primeiramente, deve-se ter um diálogo, no qual os pais expliquem abertamente quais são os perigos da irresponsável utilização de tais Websites e assim, chegar em um consenso do que será feito. Por segundo, os pais necessitam entender que, quanto mais controladores forem, mais seus filhos tentaram contornar as situações. Eles devem, de fato, monitorar algumas atividades das crianças, mas com moderação, para que elas não sintam que sua privacidade foi invadida.