Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 25/10/2019
É comum à sociedade de hoje as crianças e adolescentes estarem conectados através de um dispositivo tecnológico, sendo o mais comum, o smartphone. De acordo com uma pesquisa de pais, feita pelo Portal T5, 38% das crianças brasileiras, de 0 a 8 anos, possuem acesso a diversas tecnologias de sua própria posse. 60% desses pais acham importante que os filhos tenham acesso a esse tipo de material para melhorar o seu futuro.
Como em todas as coisas que acontecem nesta sociedade, há um problema em relação ao uso de aparelhos modernos para as crianças. Colocar um pequeno em frente a uma tela touchscreen, é como dar a ela acesso ao mundo todo, de uma forma literal. É através da internet que a maioria das crianças conhecem a pornografia, fazem amizades virtuais, que na maioria dos casos são contas falsas de pessoas mal-intencionadas, e também ganham acesso a todo tipo de influenciador digital que intervém e confrontam a identidade dos menores cidadãos.
Com um grande direito, alguns pais ficam muito preocupados com a saúde mental de seus filhos e acabam ficando paranoicos com aquilo ao qual as crianças estão sendo expostas. Alguns dos pais que têm o controle do conteúdo de seus filhos acabam os sufocando, fazendo-os não ter o direito de escolha. É normal que um pai fique preocupado com a segurança do seu filho virtualmente, porém, há um limite para todo. Às vezes, se uma criança não possui uma liberdade de escolha, a mesma pode ficar limitada para fazer grandes coisas na vida.
As distribuidoras de aplicativo para aparelhos, normalmente possuem um filtro de conteúdo que podem ser controlados pelos pais em seus próprios smartphones. É necessário que os pais filtrem, sim, os conteúdos, porém ficar em cima do celular do indivíduo pode gerar, até mesmo, um tipo de dependência. Cuidar, nunca é demais. Sufocar, pode acabar matando.