Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 23/10/2019

A tecnologia tem se tornado cada vez mais parte do cotidiano das crianças e adolescentes. Apesar do inacabável entretenimento que a tecnologia lhes proporciona, os jovens estão amplamente suscetíveis a acessar conteúdo inapropriado e ataques de ameaças exteriores. Nesse sentido, denota-se que o dever de educar se faz de suma importância, mas quais são os limites da intervenção parental na atividade no mundo virtual?

Ao tentar educar e monitorar o acesso à internet, os pais podem acabar invadindo a privacidade dos filhos, assim transparecendo desconfiança ao jovem, o que levará a uma relação tóxica e poderá vir a decrescer os níveis de confiança de ambas as partes, pois o filho incomodado com o controle parental, tende desviar-se de seus pais, evitando-os e dificultando ainda mais a relação.

O jovem ao se sentir invadido, pode ser ainda mais influenciado por usuários de má índole com perfis falsos nas redes sociais, afinal, estes podem “entender” o que o adolescente está passando, fortalecendo uma relação, enquanto o relacionamento com os pais se esvai cada vez mais, já os pais preferem monitorar à força, em vez dialogarem pacificamente.

Os pais devem manter uma relação saudável com o filho e ao mesmo tempo estarem cientes de suas atividades, bastando acompanhar seu acesso à internet ao lado da criança, divertindo-se  ao seu lado assistindo aos seus vídeos, jogos, etc. À medida em que os jovens vão crescendo, os pais podem tornar-se mais liberais, mas sempre deixando seus filhos cientes dos perigos da tecnologia, dialogando e educando da forma correta.