Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 23/10/2019

Segundo o teórico Pierre Levi, o ciberespaço é o meio de comunicação que surge da intercomunicação mundial das redes de computadores, fazendo referência, não só a infraestrutura, mas também a informação que nele habita. Esse panorama auxilia na análise dos obstáculos na fiscalização parental em relação ao uso das redes pelos jovens, visto que, a liberdade de expressão só é possível com consciência. Além disso, a internet facilita práticas criminosas contra este grupo.

Em primeiro plano, deve-se compreender que a liberdade de expressão é um direito constitucional. Todavia, a internet possibilita o contato com experiências negativas e positivas, tal que, para grupos inocentes, podem ser nocivas à saúde mental e física. Nesse sentido, abordado pelo filósofo Kant, a menoridade é o estado em que o indivíduo precisa de tutores para decidir o melhor para o seu bem-estar; o principal contingente populacional que se enquadra no perfil são as crianças e os adolescentes, tal que, sua formação intelectual está incompleta. Logo, a exposição à conexão mundial, quando não consciente, ameaça a segurança do perfil.

Outrossim, por mais que o ECA, Estatuto da Criança e do Adolescente, aponta como dever dos adultos proteger os indivíduos menores de idade, ainda não há ações adequadas que interpretem o conteúdo acessado pelos jovens na internet. De acordo com o pensador frânces Jaques Bossuet, a prevenção é mais importante do que os vetores intervenientes, sendo assim, é necessário que os pais controlem o tempo e os sites que seus filhos usam, visto que, o contato com: o ciberbullying, sites inapropriados e abuso sexual é facilitado por vias online. Destarte, o monitoramento tem o papal de prever possíveis crimes e garantir a segurança da juventude.

Infere-se, portanto, a necessidade de medidas que sensibilize a população quanto a segurança dos jovens no mundo digital. Sendo assim, cabe aos familiares, contingente populacional com maior vínculo afetivo e deveres com o grupo, monitorar o tempo e os conteúdos exportos as crianças, por meio de aplicativos que bloqueiam sites impróprios para a faixa etária. Deste modo, será possível uma experiência sadia no ciberespaço e a intercomunicação mundial da cibercultura e da ciberdemocracia.