Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 24/10/2019

Por um lado, pode até ser prático deixar as crianças livres na internet, por outro lado pode representar diversos perigos. Vídeos impróprios para a idade, publicidade direcionada para crianças, incitação a desafios bem perigosos, risco à pedofilia, cenas de bullying e violência são alguns dos exemplos de conteúdos nada positivo que elas podem ter acesso através da internet. Nesse sentido, para que o desenvolvimento infantil não seja afetado negativamente, é essencial que os país ajudem os filhos a selecionarem o que é divertido e ao mesmo tempo seguro e produtivo.

Em primeiro lugar, é preciso entender como a infância dessas pessoas podem ser prejudicadas por conteúdos indevidos. De acordo com o filosofo John Locke, todo indivíduo nasce como uma folha em branco, na qual as percepções sensíveis deixam sua marca. Desse modo, a mente se desenvolve a partir de informações advindas da experiência. Portanto, é essencial o controle parental contra o uso inadequado e excessivo da tecnologia, para evitar que isso não prejudique o processo de aprendizagem, na medida em que a criança prefere experiências virtuais em detrimento das reais.

Ademais, é, também, responsabilidade do governo o controle do uso da internet, visto que o uso excessivo da rede pode afetar o crescimento saudável das crianças. A exemplo disso, na China, desde julho de 2019, existe uma regulamentação propõe que os aplicativos ofereçam um ‘modo jovem’, para limitar o tempos diário de uso e os recursos disponíveis para os pequenos usuários. Dessa forma, constata-se, que para evitar o vício dessas plataformas pelas crianças, é necessário um prevenção feita não só dos país, mas também do Estado.

Torna-se claro, portanto, a necessidade de medidas que garantam a segurança online das crianças. Logo, urge que Congresso Nacional formule leis em que limitem tempo o diário de uso de aplicativos para pessoas na tenra idade, por meio de direitos e punições as plataformas que descumprirem, a fim de evitar que a tecnologia afete negativamente o crescimentos saudável das crianças. As escolas, em parceria com as famílias, devem inserir a discussão sobre esse tema tanto no ambiente doméstico quanto no estudantil, por intermédio de palestras, com a participação de psicólogos e especialistas, que debatam acerca dos perigos online, com o objetivo de desenvolver, desde a infância, a capacidade de utilizar a tecnologia com segurança. Feito isso, todos poderão aproveitar a internet a seu favor.