Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 26/10/2019
A falta de controle parental quanto ao uso de aparelhos eletrônicos por suas crianças resultou no surgimento de problemas graves, como vulnerabilidade à pedofilia, como pode ser observado no filme “Confiar” de 2011, em que uma garota de 14 anos, ao se encontrar com seu namorado virtual, descobre que ele tem 35 anos. Para que os pedófilos não consigam mais vítimas, medidas são necessárias.
Em princípio, nas famílias brasileiras, 72% das crianças entre 10 e 12 anos possuem um smartphone, segundo uma pesquisa realizada pelo Panorama Mobile Time/Opinon Box. Por certo, com o avanço tecnológico, consequentemente veio a dificuldade de se realizar o controle sobre o acesso da criança à internet. Porém muitos pais inserem aparelhos eletrônicos na vida de suas crianças sem grande percepção dos perigos que veem com eles. Assim, 47% dos pais não usam nenhum tipo de programa para controlar a vida online de seus filhos, pelo fato de não concordarem com a invasão da privacidade dos mesmos, segundo o G1.
Entretanto, o uso precoce dos meios de comunicação social por crianças, pode as deixá-las vulneráveis à pedofilia. Segundo a Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI), entre os meses de junho de 2016 e junho de 2017 o número de inquéritos envolvendo casos de pedofilia que começam ou são cometidos com o auxílio da Internet aumentou em torno de 50% no Rio. Dessa forma, os pedófilos por meio de perfis “fakes”, se relacionam com as inocentes vítimas e conseguem convencê-las por meio de satisfazerem os desejos deles com a intenção do abuso, seja com fotos pornográficas ou até estupros. Nesse sentido, a falta de conhecimentos dos pais com o conteúdo que seus filhos acessam, levam a uma facilidade em ocorrer mais casos de pedofilia pela internet.
Assim, o Ministério da Educação em conjunto do Estatuto da Criança e do Adolescente, deve informar, através de palestras e campanhas socioeducativas, realizadas em escolas e praças públicas, com profissionais capacitados na área quais são os perigos e riscos na internet para crianças, quais são suas responsabilidades, o que deve e o que não deve ser feito e quais são as formas de se proteger, além de sugerir aos pais o a incentivo ao diálogo e acompanhamento da criança ao ela começar a usar aparelhos eletrônicos, para que elas informem a eles qualquer tipo de inconveniente ou preocupação que possa causar desconforto.