Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 29/10/2019

O século XXI é marcado pela transformação do estilo de vida da sociedade devido a criação de novas tecnologias digitais que ampliaram novas possibilidades de comunicação e o aprimoramento do conteúdo pessoal de uma forma rápida, vasta e completa. Entretanto, apesar desses meios serem essenciais para a interação à sociedade, a web possui diversos conteúdos impróprios e perigosos para as crianças, devido a isso, as empresas particulares somado a preocupação dos pais notaram a necessidade da criação de mecanismos para incentivar e garantir de forma eficaz o controle parental quanto ao uso da tecnologia com a finalidade de resguardar a integridade física e psicológica da criança. Esse cenário, traz um importante desafio para os pais: manter o equilíbrio entre o controle e a privacidade da criança.

Em primeiro plano, a preocupação dos pais quanto a forma que os seus filhos têm utilizado a tecnologia na atualidade é indispensável para que seus filhos tenham acesso a informações adequadas. Contudo, a dificuldade dos pais em encontrar um equilíbrio perante ao controle e a invasão da privacidade da criança é um desafio complicado, visto que as crianças por já nascerem nesse mundo digital necessitam de um diálogo mais presente e precoce para prepará-las de maneira consciente e entendam a necessidade do controle para abonar sua própria segurança. Além do mais, se tratando do universo online, muitas possibilidades de interações são livres e dispersas, ou seja, sem o filtro necessário para impedir o acesso a conteúdos adultos, violentos e sexuais ou inibir a comunicação da criança com um desconhecido, ou criminoso virtual.

Referente aos fatos mencionados, grandes empresas como a Google, Apple e McAfee, a fim de fortalecerem a segurança online das crianças, criaram aplicativos em que por meio de um conjunto de mecanismos e ferramentas concedem o controle para os pais visualizarem o conteúdo acessado pelas crianças, com quais pessoas o filho tem interagido, também bloquearem os sites, jogos e vídeos por meio da designação da faixa etária escolhida e também estabelecer horários em que a criança terá acesso a plataforma protegida por esses aplicativos.  Conclui-se, que o controle parental é necessário , mesmo que invada a privacidade do filho.

É necessário que o Governo junto à iniciativa privada promovam palestras do controle parental e treinamentos do uso dos aplicativos desenvolvidos, eles deverão ser feitos por psicólogos e instrutores dessas plataformas e realizados nas instituições de ensino público e privado, alertando os adultos sobre a importância do diálogo familiar e também da eficácia desses aplicativos quanto à segurança infantil. Feito isso, os pais estarão mais preparados para traçar o equilíbrio do controle e da invasão.