Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 25/10/2019
O avanço técnico-científico informacional, no Brasil e no mundo, popularizou o uso da internet e de aparelhos eletrônicos, os quais, transformaram o modo de vida de muitos indivíduos. No entanto, os perigos advindos da rede podem colocar em risco principalmente aquelas que pouco sabem se defender: as crianças. Por sua vez, é imprescindível o controle do uso de tecnologias pelos pais ou responsáveis do menor, como forma de proteção e prevenção à ocorrência de eventuais crimes.
Segundo o sociólogo Mark McCrindle, a Geração Alpha é composta por infantes nascidos a partir de 2010 e possuem como principal característica a habilidade no uso de tecnologias. Isso pode ser explicado pelo constante estímulo ao qual este grupo está exposto em virtude das novas ferramentas virtuais. Porém, os perigos na rede são muitos, exemplificado pelo crescente número de casos de pedofilia, excesso de propagandas abusivas com o intuito de influenciar o consumo, além da exposição de conteúdo violento nas mídias sociais.
Em virtude disso, o controle parental pode ser exercido de diversas formas: através da restrição à buscas em sites proibidos para menores, na copra de jogos para videogames que sejam compatíveis com a idade do usuário, limitar o acesso de aplicativos em celulares e tablets, todas ferramentas cabíveis e de acordo com a lei. Contudo, o mais desejável ainda é o diálogo, que conforme o sociólogo Jurgen Habermas envolve o conceito da ética linguística proposta como prioridade no discurso coletivo.
Sendo assim, é necessário promover a segurança online das crianças de uma forma disciplinar. Por conseguinte, cabe a escola como meio de integração social, ofertar aulas de educação digital, a partir do ensino fundamental, com professores que sejam devidamente capacitados. Além disso, através de palestras e debates envolver a participação dos pais, a fim de que se fortaleça na coletividade social uma forma de proteger nossas crianças e proporcionar uma conduta ética baseada na discussão construtiva semelhante a proposta por Habermas.