Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 25/10/2019
Em um mundo altamente tecnológico, as crianças desde pequenas estão aptas a utilizarem a internet muito cedo, com isso, as famílias usam os controles parentais (por aplicativos instalados em celulares e computadores) para monitorar o que seus filhos assistem na web. A partir desse contexto, deve-se analisar o lado positivo e negativo de tal vigilância.
Primeiramente, as crianças possuem acesso á inúmeras informações na internet, de modo que estão sujeitas a vídeos impróprios para a idade, publicidade direcionada para crianças (o que no Brasil é proibido),cenas de bullying, pedofilia e incitação a desafios bem perigosos, como por exemplo, o jogo da baleia azul, que provocou suicídios e mutilações entre os jovens, principalmente no Brasil. Por consequência desses perigos, a vigilância dos pais com os conteúdos que seus filhos assistem na internet é necessária, pois as crianças não possuem maturidade suficiente para mexerem na internet como bem entenderem.
Contudo, o excesso de controle parental pode influenciar negativamente á criança, pois ela precisa ter, pelo menos um pouco de sua privacidade, de modo que é um direito de todo cidadão, além disso, os jovens precisam aprender a criar responsabilidades e saberem distinguir o que é certo do que é errado, para isso os pais não podem colocar as tais em uma “bolha” onde nada de ruim acontece. Porém, é necessário uma vigilância moderada, a fim de evitar problemas relacionados a internet e para dar um pouco de intimidade para a criança.
Compreende-se a necessidade de fiscalização equilibrada das redes sociais dos jovens para evitar futuros problemas. Portanto, cabe a mídia, advertir as famílias sobre o perigo do excesso do monitoramento, bem como a falta de tal atitude, por meio de documentários e entrevistas que mostrem debates sobre tal assunto. Os familiares possuem um papel importante, pois devem monitorar,ao menos uma vez por semana o que seus filhos andam vendo, até que a criança tenha consciência dos riscos da internet, além disso, o diálogo ajuda no processo de aconselhamento.