Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 25/10/2019
A geração atual já nasce imersa no mundo digital, portanto uma das maiores discussões em pauta é o limite do uso de internet pelas crianças e adolescentes. O controle parental sobre o tempo e a maneira de uso da internet pelos jovens é uma linha tênue entre prevenção e invasão de privacidade.
No filme “Enrolados” a bruxa, alegando ser mãe da personagem principal, aprisionava a moça em uma torre, com a intenção de protegê-la dos perigos do mundo. Em oposição com a ficção, as famílias do século XXI utilizam como controle parental aplicativos de vigilância em telefones para monitorar o uso da internet e suas consequências que pode influenciar, negativamente ou positivamente, na privacidade desse indivíduo.
Pontua-se que o principal motivo para tal monitoramento seja a prevenção dos crimes cibernéticos, isso é, os crimes feitos através do uso indevido da internet. Isso se dá pelo fato de uma geração de crianças que já nascem submersas em um mundo tecnológico, e que através do uso desses meios se tornam mais suscetíveis aos abusos sexuais de criminosos com acesso à internet.
Portanto, nota-se a necessidade moderada de certa fiscalização do uso da internet por tal faixa etária para que possíveis delitos sejam evitados. Assim, cabe aos meios de comunicação alertar aos responsáveis sobre os perigos do não monitoramento, bem como o excesso do mesmo, por meio de propagandas e documentários que mostrem ambos os lados. Tal atitude, ligada a família, com a função de orientar a criança ou o adolescente com certa frequência até que os mesmos criem a consciência dos riscos e aprendam a se proteger, de modo que os jovens tenham a sua segurança e privacidade mantidas, ao mesmo tempo.