Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 29/10/2019

A infância é uma das principais fases do desenvolvimento humano, portanto, é necessário que as crianças vivam tal etapa intensamente, convivendo e socializando com outras pessoas e com a ambiente ao seu redor. Porém, graças aos aparelhos eletrônicos, a juventude tende a ficar mais fechada socialmente e vivendo apenas o mundo virtual, ou seja, esquecendo de viver a realidade. Logo, é importante que haja um controle por parte dos pais ou responsáveis para delimitar o tempo de acesso das crianças a internet.

A internet é a maior fonte de comunicação dos tempos modernos, e, quando uma criança é inserida em tal meio de forma muito precoce, ela está exposta à diversos tipos de perigos que nela podem ser encontrados, visto que são alvos fáceis de pessoas má influenciadas por transparecerem inocência e imaturidade em diversos aspectos. De acordo com o site “Tecmundo”, crianças e adolescentes que mantém contato frequente com desconhecidos em mídias sociais, estão mais propícias a sofrer sextorsão - prática que consiste em ameaçar uma vítima com imagens e vídeos sexuais da mesma caso ela não queira ter relações com determinado indivíduo - e cyberbullying - espalhamento de mensagens ou imagens cruéis de alguém com o intuito de humilhar publicamente -. Diante do exposto, é corretor dizer que deva haver sim uma intervenção dos pais no que é acessado pelas crianças.

Faz-se mister, ainda, salientar o uso excessivo de aparelhos eletrônicos como um agressor a saúde dos usuários. Segundo pesquisas estadunidenses, graças a tecnologia, o número de crianças que desenvolveram miopia aumentou consideravelmente, isso porque costumam utilizar o celular muito próximo do rosto, gerando um atrofiamento. Ademais, o sedentarismo também é um fator ligado ao uso demasiado de celulares e outros digitais, visto que os jovens estão praticando menos atividades físicas e desenvolvedo doenças crônicas como a obesidade. De acordo com o documentário denominado “Olhar Digital”, as crianças estão se alimentando com as famosas “comidas rápidas” com um auto teor de gordura, para acabar as refeições de forma mais acelarada e passar mais tempo na frente das telinhas.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Educação deve informar a população por meio de campanhas publicitárias, o atraso que o uso excessivo de eletrônicos traz para o desenvolvimento cognitivo e socioemocional da criança, além do afastamento familiar. Em contrapartida, a família deve delimitar horários para as crianças utilizaram a internet e, através de aplicativos, ter acesso ao que os filhos estão fazendo na internet, visando manter a segurança e a integridade deles.