Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 09/02/2020

No ano de 2017, o jogo virtual Baleia Azul se tornou notícia no mundo  ao ser relacionado com o aumento do número de suicídio entre  crianças e adolescentes. O jogo lançava desafios aos jovens ,por meio da rede social WhatsApp, sendo o último desses uma tentativa de suicídio. Diante desse quadro, muito se tem sido questionado sobre a necessidade de um controle parental quanto ao uso da tecnologia, visto que a diminuição da incidência de crimes virtuais está relacionada com a forma que a família lida com a internet em casa.

Segundo Andreia Ramal, doutora em educação pelo Pontífice Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e autora do livro Educação na Cibercultura os pais ou responsáveis devem estar atentos ao mundo digital e acompanhar o menor. Essa prática evitaria que situações semelhantes as acorreram em 2017 se repitam. Todavia de acordo com pesquisas , 80 por cento dos pais não acompanham ou não sabem o que os filhos acessão na internet, deixando-os mais vulneráveis a manipulação de pessoas mal intencionadas no meio virtual.

De modo adverso, o controle excessivo sobre a tecnologia usada por crianças e jovens , pode impedir que eles treinem algumas habilidades, desfavorecendo o desenvolvimento da maturidade e da independência além de não respeitar a privacidade individual , que é um direito de todo cidadão.

Em virtude dos fatos abordados ,para que crianças e adolescentes possam usufruir do meio virtual de maneira segura ,faz-se mister que os pais acompanhem os conteúdos acessados pelos filhos sem violar a privacidade do indivíduo além de dialogar com este sobre os perigos da internet. Dessarte haverá um equilíbrio entre a proteção e o desenvolvimento da autonomia pessoal.