Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 14/04/2020
A canção de ninar “nana neném’’ em sua letra alterada é de letra conhecida por grande parte da população brasileira. Em um dos trechos daquela tem-se: ‘‘Nana neném que a cuca vem pegar. Papai foi para a roça e mamãe foi trabalhar….Bicho papão sai de cima do telhado, e deixa este menino dormir sossegado.’’ Em analogia, a canção revela o abandono do indefeso por seus pais e as ameaças sobre as quais aquela está submetida em decorrência da ausência destes. Porém, o trágico cântico revela a grave situação de muitas famílias: a falta de vigilância dos ajuizados destas sobre os pequeninos das mesmas. O fato agrava-se quando o ponto em questão está de forma intensa ligado ao cotidiano atual: o uso da tecnologia.
A frase ‘‘Quando o gato sai, os ratos fazem a festa’’, pode ser aplicada no que diz respeito a relação entre responsáveis e perversos da internet. Isto porque a falta de acompanhamento e educação familiar por aqueles para a criança no assunto são, por vezes, fatores aproveitados por marginais para que crimes como assédio virtual e abuso sexual ocorram. Tais transgressões podem ser realizadas usando-se, o malfeitor, de ameaças a vítima ou aliciação do menor ao envio de dados e imagens intimas, tendo em vista a inocência deste sobre aquele com quem contacta. O cyberbulling também deve ser citado, e pode ser cometido por companheiros de classe por exemplo. Estes fatos acarretam ao ser distúrbios como a depressão ou de comportamento. Muitas vezes as infrações citadas podem ser fatais.
Disso, pode-se dizer que a falta de diálogo e orientação ao indivíduo pela família está entre uma das causas que podem levar este a tamanha exposição aos perigos da web. Embora redes sociais como facebook apresentem sistema de segurança para que menores de 13 anos não possam ter conta nesta, o mesmo é fácil de burlar, trazendo inocentes cordeiros ao abate. Vale lembrar que jogos online como o Habbo, que possui chats disponíveis, não possuem mínimo controle contra pedófilos ou dados passados por jogadores a estes durante a partida.
Então, é necessário o controle parental limitado a privacidade necessária do pequenino por meio de análise de histórico, instalação de antivírus e ativação do controle de pais sobre conteúdos censuráveis. Aquele está disponível em plataformas como o Inetblock Free para preservação do que está a ser cuidado. A orientação harmoniosa dos parentes à criança acerca do mal da rede também é de suma importância, pois trará a ela conhecimento, vigilância e confiança naqueles. Ao Ministério da Educação cabe a realização de campanhas contra defraudação virtual. Para maior eficácia no combate a esta, é necessário também que órgão policiais investiguem e capturem realizadores desta, o que irá evitar a ocorrência de novas por estes. A proteção das crianças é dever de todos.