Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 21/04/2020

O avanço iminente da tecnologia contribuiu para a abertura de novas possibilidades no campo do conhecimento humano. Esse fato é observado no desenvolvimento intelectual das crianças, nas quais a grande maioria são inseridas desde cedo no universo virtual, seja para o entretenimento ou aprendizado. Entretanto, há uma discussão sobre a intervenção parental ser uma forma de prevenção ou invasão da privacidade, no que se refere a interferência da internet sobre a vida dessas. Muitos responsáveis se preocupam com essa questão e como cita Albert Einstein, sobre o meio tecnológico exceder a humanidade, visto que, esse também apresenta uma série de riscos que podem ocasionar problemas futuros.

O surgimento do protótipo da primeira rede de internet foi presenciado durante a Guerra Fria pelos Estados Unidos e após esse marco, na década de 90 essa forma de conexão começou a se popularizar no mundo com a criação dos navegadores. Segundo a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2018, cerca de 24,3 milhões de crianças e adolescentes estão conectadas a internet, fato que evidencia a inserção virtual antecipada desses. Com isso, aumenta a preocupação dos pais em ter conhecimento daquilo que é visto pelos filhos, que além de ajudar por meio do estudo pode prejudicar ao incentivar a violência, a ansiedade, o estresse e até mesmo uma dependência com jogos e redes sociais.

Devido ao crescimento na busca por conteúdo infantis as plataformas streaming, como Youtube e Netflix, estabeleceram uma área destinada apenas para essa faixa etária. Em contrapartida, a criança pode se desviar facilmente para outra página ou vídeo, ao entrar em contato com as propagandas, pesquisas populares ou pela curiosidade. Por isso, existem aplicativos de monitoramento sobre o que é visualizado pela criança e não há necessidade de outras formas de intervenção mais invasivas. Ademais, essa possui alta eficiência e para continuar a promoção de um controle propício, é fundamental preservar os limites de privacidade na relação parental.

Dessa forma, é de extrema relevância por parte dos pais garantir uma comunicação ideal com as crianças. Esse fato pode ser demonstrado pelos mesmos por meio de conversas apropriadas, imposição de limites sobre o proveito da tecnologia e com o uso adequado dos aplicativos disponíveis. Assim, para evitar uma sobreposição da tecnologia sobre a formação humana do indivíduo, como exemplificado por Einstein. As instituições de educação também podem possibilitar palestras no âmbito da psicologia para aconselhar os responsáveis sobre o modo correto de tratamento e fiscalização diante dessa questão. Com isso, garantir uma prevenção saudável no que se refere ao controle parental diante do desenvolvimento tecnológico.