Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 16/04/2020

No Brasil atual, a supervisão parental quanto ao acesso da tecnologia por meio de menores, ainda não recebe das autoridades a devida atenção, é notório pois que se torna cada vez mais precoce, o acesso infantil à tecnologia. Duas razões podem ser apontadas para essa problemática: A falta de interesse dos pais, para com os conteúdos acessados diariamente por seus filhos, nas redes sociais, e a falta de diálogo familiar.

A priori, cabe recordar o acontecido no ano de 2016, onde na Rússia iniciou-se um jogo chamado “baleia azul”,que através de influências negativas na internet , fez com que mais de 100 jovens e adolescentes no Brasil, e no mundo cometessem suicídio, fato que comprova a falta de interesse dos pais, em saber o que seus filhos acessam nas redes, de acordo com a pesquisa cyberhandbook, 80% dos pais não sabem o que seus filhos acessam na internet.

Soma-se a isto, a falta de comunicação entre pais e filhos, que é extremamente importante, para o desenvolvimento educacional infantil adequado. Conforme aponta o resultado da pesquisa TIC Kids online Brasil, cerca de 70% dos jovens entre 9 e 16 anos têm perfis em redes comunicativas, facilitando assim o contato, e influência de desconhecidos.

Visto isso, é necessária a ação familiar, por meio de interações e diálogo, com auxílio de profissionais, como psicólogos e pedagogos afim de evitar que seus filhos sejam influenciados. E cabe ao governo agir através  do ministério da Educação (MEC), com o intuito de criar  projetos escolares, visando atentar para os riscos da comunicação com estranhos, através das redes sociais, e afim de ensiná-los a agir em meio à situações,que remetem aos perigos na internet.