Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 20/04/2020

A geração Z, nascida com o Word Wide Web e no ``boom´´ das criações de aparelhos eletrônicos, é caracterizada por ser digitalmente nativa, com facilidade de compreensão e abertura para a tecnologia. A geração seguinte, alfa, nasceu depois de 2010. Essas crianças são acostumadas com aparelhos tecnológicos desde a maternidade, como modo de distração e diversão. Entretanto, há consequências comprovadas no desenvolvimento cognitivo e social.

Hodiernamente, os adultos utilizam celulares e tablets ao seu favor para realizar tarefas enquanto cuidam de crianças. Este se distrai com o conteúdo no aparelho, ao invés de correr pela casa ou bagunçar brinquedos, tornando mais fácil a realização da atividade. Inclusive, muitos responsáveis deixam um menor mexendo em sites e aplicativos sem supervisão, para  trabalhar ao até ter um tempo de lazer.

Com isso, crianças são expostas ao sedentarismo, má qualidade do sono, falta de empatia e autocontrole, dependência  tecnológica e conteúdos inapropriados. Jogos violentos e para maiores de idade são facilmente acessados sem que o cuidador saiba.

Por ser um órgão de fácil acesso, há pessoas com várias intenções na internet. ´´Grooming´´ é um conjunto de técnicas utilizadas por adultos nas redes sociais, onde fingem ser um menor, para seduzir outro e se aproveitar de sua ingenuidade para conseguir a confiança, informações pessoais e marcar encontros, podendo fazer exigências e ameaças.

Portanto, a maior prevenção pode ser garantida pelo responsável, cujo dever é proteger e encaminhar o menor. Com isso, conversar e esclarecer as situações que podem ocorrer é a melhor maneira de conseguir a confiança e mostrar que é um meio de cuidado com a criança. Aplicativos como o Google Family, Life360  e o AppBlock são ferramentas que podem ajudar na monitoria de conteúdo acessado.