Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 17/04/2020
O controle parental quanto ao uso da tecnologia é uma problemática presente em diversas famílias pelo mundo. Segundo o filósofo Jean-Paul Sartre “o homem é liberdade”, essa citação exprime, sobretudo, que por sermos livres a ideia de controle não é bem aceita. Em suma, é de se ponderar que a distinção entre a prevenção e a invasão de privacidade dos jovens evidência a opressão dos pais e falta de liberdade, por conseguinte, geram-se transtornos psicológicos.
Primordialmente, a repressão dos pais em seus filhos sempre esteve em nossa sociedade, tal qual a ausência de liberdade e privacidade para esses jovens. Na China Imperial, o menor não tinha a liberdade de realizar seus desejos e vontades, sendo reprimidos constantemente pelos pais e forçados a seguir os passos de seus antecessores para dar honra à sua família. No cenário atual, o que se vê é um outro meio de controle parental, que oprime a juventude e os restringem de acesso total as novas tecnologias.
Além disso, pela supressão de impulsos pelos pais desses jovens, tal como uma proteção exacerbada do menor, essas ações os levam a adquirirem transtornos psicológicos graves como a ansiedade ou a depressão. Tais perturbações mentais tornam-se evidentes com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), onde afirma-se que 10% a 20% dos adolescentes vivenciam problemas de saúde mental, o que demonstra de modo científico o quão nocivo pode ser a redução do uso de meios tecnológicos, assim como canais de comunicação.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver o controle parental quanto a tecnologia. As instituições de ensino devem promover a contratação de profissionais na área da psicologia educacional, a fim de fornecer apoio emocional e psicológico para os jovens. Somente assim será possível o combate contra transtornos mentais e o começo de um diálogo com os pais acerca da compreensão da liberdade de um indivíduo. Para assim, afirmar a máxima de Sartre de que o homem é liberdade.