Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 20/04/2020
“O cérebro eletrônico faz tudo, quase tudo, mas ele é mudo. O cérebro eletrônico comanda, manda e desmanda, mas ele não anda… Só eu falo e ouço”. Segundo a canção “cérebro eletrônico” do músico brasileiro Gilberto Gil, é visível que a relação entre tecnologia e ser humano se tornou uma problemática presente na contemporaneidade, que restringe a capacidade senciente do indivíduo. Visto isso, o controle parental exibe a necessidade da proteção do jovem, tal qual os perigos que ele enfrenta.
Os pais são uma das figuras mais importantes para formação de um novo cidadão pensante, são eles quem tem o dever de dizer o que é certo ou errado. Entretanto, o grande avanço da internet dificultou esse dever pois, com a facilidade do acesso, os jovens, facilmente influenciados, são expostos a um número quase que infinito de informações que influem no modo que pensam e agem. Esses influxos negativos como a transmissão de informações falsas evidenciados nas redes, inferem a declaração dos direitos humanos que tem como objetivo acerca do uso da internet, a alfabetização midiática e informacional, que é a capacitação de jovens para o uso crítico de novas tecnologias e formar indivíduos pensantes e questionadores quanto ao meio social.
Por isso, em 1999 foi fundada a ESET(sigla em inglês para “aproveite a tecnologia com segurança”), que tem como principal crença relacionada à privacidade o dito pela especialista em TI da fundação, Cecília Pastorino, a chave não está no controle e restrição que são implementados, mas sim no diálogo e no acompanhamento dos juvenis no mundo digital, com o apoio das próprias ferramentas tecnológicas, o que concorda e respeita o escrito na declaração universal dos direitos humanos.
Portanto, mediante à problemática discutida, fica evidente a necessidade de medidas. Como forma de evitar esse paradoxo, é importante a adesão de atitudes de cunho familiar como as propostas pela ESET, na qual instrui no diálogo e na educação desde cedo de forma com que se sinta confortável em falar o que acontece de errado online, sem medo.